2005 - The Colorado Kid


Existe edição nacional, publicada pelo Circulo de Leitores. É um livro pequeno, de 139 páginas e bastante difícil de encontrar no mercado nacional de usados. O autor apresenta-nos uma obra distinta do género de fantástico e horror com que habitualmente nos presenteia, compondo aqui um romance de mistério/policial que podia perfeitamente ser um conto englobado numa qualquer das suas antologias, ao invés de ter merecido publicação própria. No entanto, o seu carácter distinto talvez seja o motivo pelo qual mereceu uma edição dedicada. Mesmo assim, tem menos cerca de 100 páginas do que "A Rapariga que Adorava Tom Gordon". Penso que mais pequeno só mesmo o fantástico "Cycle of the Werewolf", com as suas 128 páginas e texto de fonte grande, intercalado com desenhos.
Na obra "O Homem do Colorado", podemos acompanhar Stephanie McCann, uma estagiária do jornal "The Weekly Islander", e a relação de amizade que vai desenvolvendo com os colegas Dave Bowie e Vince Teague, séniores desse mesmo jornal. A história consiste numa série de conversas onde se abordam vários aspectos da vida e acontecimentos passados no jornal e na ilha de Moose-Lookit, em Cincinnati, Ohio, onde se passa a acção. As conversas culminam num caso famoso local, conhecido como "The Colorado Kid", relativo a um homem originário do estado do Colorado, que encontrou a morte na ilha em circunstâncias deveras misteriosas.
É uma obra que considero bastante atípica e que como referi poderia ter sido apenas um conto. Steven King claramente pretendeu abordar um tema diferente do habitual, e em moldes também diferentes em termos de composição literária. Sinceramente, não foi um livro que me agradasse muito. Há uma boa razão para isso, eu regra geral não aprecio o género policial na literatura. Sempre fui mais apologista da ficção-científica, horror e fantástico.

2002 - Buick 8


Uma obra de cerca de 340 páginas, relativamente pequena em tamanho para o que Stephen King geralmente nos oferece. É  um livro de leitura calma, que acompanha o dia-a-dia de uma esquadra situada numa localidade rural, onde aparece um dia um Buick muito diferente de qualquer outro e com características sombrias, que resolvem manter sob a sua alçada para proteger a comunidade. Com o tempo, o carro tornar-se-á não só uma obsessão para a maioria dos elementos da esquadra, como provocará vários danos de consequências irreparáveis.
A leitura pauta-se sobretudo por uma narrativa composta por vários episódios, muitos deles em flashback. Stephen King não escreve livros "maus", mas este não será um dos meus preferidos, pois como sempre o desenvolvimento das personagens e a envolvência que a obra proporciona são fantásticas, mas o desenvolvimento do tema central, em termos práticos, não me conseguiu entusiasmar. 

2001 - Dreamcatcher


2001 - Black House


Continuação da obra de 1984 intitulada "The Talisma". Jack Sawyer, agora um ex-polícia com 32 anos, recebe um pedido para ajudar a resolver uma série de crimes, iniciando um percurso que o levará novamente aos Territórios, bem como a ter que entrar numa misteriosa casa negra no interior de uma floresta.

Terminei de ler o livro em 22 de Dezembro de 2024, e tornou-se imediatamente uma das minhas obras preferidas de Stephen King. Foi bom poder voltar a acompanhar o Jack Sawyer em várias aventuras, acompanhado de uma nova amiga de 4 patas, Jack também volta aos Territórios, num romance com grande pendor entre a Fantasia, o Fantástico e o Terror. Sinceramente, adorei esta "Black House". É, como tantos outros, um que continua em falta no panorama literário nacional, pois não foi publicada cá nenhuma edição, o que é duplamente triste pois "O Talismã", a primeira parte da obra, já saíu no nosso país em dois volumes há muitos anos. 

Pessoalmente tenho esta edição inglesa, que adoro. O dragãozinho não veio com a edição!

                                                


(2000) - The Plant



Esta obra só existe online, estando disponível para download no próprio site oficial do Stephen King. O download pode ser feito aqui: The Plant

1999 - The Girl Who Loved Tom Gordon


Uma pequena pérola, esta obra. Um livro bastante mais pequeno do que aqueles a que geralmente Stephen King nos tem habituado, com cerca de apenas 210 páginas. Mas que na minha opinião, constitui um bom exemplo do melhor que o autor é capaz de conseguir num conto. Penso que este livro deve ser encarado como um conto, que poderia estar numa das antologias de Stephen. É uma história simples mas envolvente, na qual podemos acompanhar as aventuras de Trisha, uma menina da 9 anos, quando se perde numa floresta por se ter afastado do trilho quando passeava com a mãe e o irmão. Acompanhamos o seu deambular pela floresta, sentindo-nos ao pé dela através de todas as dificuldades por que passa. O elemento sobrenatural é aqui muito bem introduzido, não tendo nenhum dos exageros que por vezes acho que estão presentes noutras obras, e sendo aqui superficial, uma presença difusa, mais uma suspeita do que uma certeza. Um conto agradabilíssimo de ler, de que gostei bastante e com um final que achei comovente. Recomendo, tal como as antologias, a quem queira iniciar-se na obra de Stephen King. 

1998 - Bag of Bones


Eis um livro verdadeiramente pesado, realmente triste. Desenvolve-se lentamente, num crescendo que contribui para a sensação de credulidade e faz com que o leitor progressivamente se sinta como um espectador próximo do que está a acontecer.. Na história, acompanhamos Mickey Noonan, um escritor que perde a mulher e que desenvolve logo a seguir um bloqueio de escritor. Para tentar recuperar, decide então ir para a casa de campo para onde o casal ia de vez em quando, vendo-se aos poucos envolvido numa teia emaranhada que mistura o passado e o presente, os vivos e os mortos e aborda abertamente a questão do racismo, tendo como pano de fundo a eterna luta entre o Bem e o Mal. O livro é um drama pungente, onde o elemento sobrenatural se vai impondo muito lentamente, e é uma história que evidencia bem as várias formas de que o Mal se pode revestir e do seu poder corruptor relativamente aos vivos. E neste caso, também aos mortos.

1998 - Storm of the Century



 

1994 - Insomnia


No seguimento do falecimento da esposa, Ralph Roberts começa a sofrer de insónias que se vão agravando até chegar ao ponto em que pensa que começa a ter alucinações. Na verdade, entra numa dimensão de hiper-realidade onde em função das suas capacidades cognitivas aumentadas, se começa a aperceber que existem muitos níveis de compreensão e dimensões da realidade que não estão acessíveis a todos. 

1992 - Gerald's Game



Um casal realiza um jogo sexual quando o homem morre. Todo o livro é centrado em recordações da esposa, enquanto procura libertar-se das algemas que a prendem à cama. É na minha opinião um livro "feio", que de sinceramente não gostei. Acho que é o livro do Stephen King que menos gostei de ler até hoje. Todavia, isso não quer dizer que não ache a obra boa. Para mim teve o efeito dos "slasher", fazendo uma analogia com o Cinema. Há óptimos filmes "slasher".... eu apenas não aprecio o género. Este é um livro muito pesado, que reúne alguns dos maiores pesadelos da vida real, como incesto, perversões sexuais,  assassínio, profanação, necrofilia e loucura.

1992 - Dolores Claiborne



1990 - The Stand




                        
Depois de ler o "The Stand" só me apraz dizer: que grande obra! E agora percebo onde muitos filmes e séries foram arranjar inspiração...
Pessoalmente prefiro o "IT", mas apenas por uma questão de sensibilidade pessoal. Qualitativamente acho-os equivalentes, mas o encanto da amizade ao longo dos anos entre o grupo que defronta o Pennywise não tem paralelo para mim. O "Stand by Me" aproxima-se.
Foram mais de 1400 páginas. E fiquei bastante cansado por me ter conseguido meter mesmo no livro, o que geralmente consigo fazer. Foi difícil suportar tanta violência e sofrimento. Por acaso depois de ler o final... fiquei a pensar que eu teria feito um final diferente. Acho que vou tentar escrevê-lo mesmo! Não que não tenha gostado do final, gostei, faz sentido. Mas ocorreu-me como referi outro final, simples, mas que pessoalmente gosto mais.
Em termos gerais, é uma obra de carácter apocalíptico, onde uma epidemia devasta a humanidade e o Mal e o Bem se degladiam em dois grupos diferentes, cada um deles com uma personalidade muito peculiar que atrai as pessoas para um ou outro grupo, dependendo do carácter de cada uma.
Mais uma obra lida, e esta era uma das de referência!

1987 - The Tommyknockers



Uma grande surpresa para mim, este livro. Como sabem Stephen King é um autor cuja carreira é pautada pela recorrência à literatura fantástica e de horror. No entanto este livro não tem qualquer elemento de sobrenatural. Em vez disso, fui surpreendido com uma excelente história de ficção-científica extremamente envolvente e bem estruturada, com a extraordinária e habitual construção de personagens que é uma das marcas do autor. Em traços gerais, ao longo da obra podemos acompanhar várias pessoas num contexto de invasão alienígena muito bem camuflado. Algumas das personagens principais são Bobby, uma escritora que vive em Haven, local onde se  passa a história, e um escritor alcóolico seu amigo chamado Gardener, Temos também os irmãos Hilly e David e o seu avô Ev Hillman, que os tenta salvar a todo o custo. Temos ainda um cão chamado Pete, e uma nave enterrada em solo rochoso durante milhares de anos na herdade de Bobby, que progressiva e insidiosamente começa a exercer a sua influência em todos os habitantes de Haven. Sobretudo, temos também, na minha opinião, uma das obras mais bem conseguidas de Stephen King.

1987 - Misery

1987 - Eyes of the Dragon

Edição Bertrand (standard)


Edição Bertrand, coleção 11/17 (livro de bolso)


Edição Círculo de Leitores (esta edição tem ilustrações de David Palladini)